Às Guitarras
Com volúpia,
as notas iam sendo
arrancadas à guitarra que,
Qual mãe que dá à luz,
ia trazendo a lume uma melodia
melancolicamente reparadora.
A tua sombra negra
em fundo escarlate,
Dançando e vibrando com as
lágrimas dum Fado sentido,
Projectavam cabelos esvoaçantes
num Palco de ilusões...
Cabelos que não tens, mas
que vibravam com a força da tua
Voz...
E eu deixava-me levar... E
Ficar. Ao pé de ti, nesse Palco
que jamais existiu. Subindo montes
e descendo rios, guiado por um trinado
de sons, unidos por uma Saudade
Esquecida numa gaveta poeirenta...
A guitarra geme e a sombra esvoaça
uma última vez. O Pano fecha-se mas
fica a Saudade, desses cabelos,
Da vida.
as notas iam sendo
arrancadas à guitarra que,
Qual mãe que dá à luz,
ia trazendo a lume uma melodia
melancolicamente reparadora.
A tua sombra negra
em fundo escarlate,
Dançando e vibrando com as
lágrimas dum Fado sentido,
Projectavam cabelos esvoaçantes
num Palco de ilusões...
Cabelos que não tens, mas
que vibravam com a força da tua
Voz...
E eu deixava-me levar... E
Ficar. Ao pé de ti, nesse Palco
que jamais existiu. Subindo montes
e descendo rios, guiado por um trinado
de sons, unidos por uma Saudade
Esquecida numa gaveta poeirenta...
A guitarra geme e a sombra esvoaça
uma última vez. O Pano fecha-se mas
fica a Saudade, desses cabelos,
Da vida.


12 Comments:
Martim tu fazes surgir imagens tão belas quanto as palavras que escolhes nestes teus textos!Fico mesmo com a duvida se não serás tu o escolhido pelas palavras?!
Uma vez mais um texto fantástico cheio de simbolismo!gostei muito mesmo!
um abraço
walter
Meu amor,
Há Guitarras que ecoam pelas memórias de quem as amou.
O Fado que consola, aquece e angustia devolve, na maior parte das vezes, uma imensidão da dimensão real da Saudade que, de certa forma, nos faz viver mais fieis ao que somos.
Há fados que nos correm nas veias movidos por negras capas e por doces dedilhares.
Mas, o mais importante, sempre, é que somos nós que escolhemos esse Fado.
Tu escolheste-me e eu escolhi-te neste imenso Amor que nos une.
E não há dia em que não agradeça a Deus por este Dom maravilhoso que Ele escreveu no meu coração.
Dás-me Vida.
Devolves-me à Vida.
E também por isso te amo.
Tua. Sempre.
Íssima
Também eu tenho saudades de um cabelo perdido na distância. beijos
Adorei ler isto que escreveste,senti,muito,coisas diferentes,talvez até contraditórias mas senti...viver para mim tem disto,nem sempre sei exactamente o que me liga a um texto,a uma imagem...a uma guitarra,bolas eu não sei!,preciso ?ouço!...toca-me este som!...
Beijinho
lua
Muito bonito. Para variar, claro! ;))
Caro Martim!
Qeu dizer? hein? não sei, hoje não sei mesmo... Sabes que tens esse dom não sabes? de conseguir fazer sorrir quem te lé, mesmo com palavras sum desânimo profundo, mas sabes também que o resto, e o que realmente interessa é que és único, e és único em tudo, na força que possues, na vivência que emanas dum gato que não quer deixar de ronronar e que no parapeito do mundo cira luares com palavras sublimes.
obrigado por tudo, por teres sido sempre quem na realidade és para comigo, e por ter tido a oportunidade única de te ter conhecido.
um abraço enorme.
não haverá mais Fugiremos, mas haverá sempre um Pedro por perto que tem imenso gosto em que o trates por amigo.
Que saudades da Saudade do Fado...
De a ouvir, em dedilhados de guitarras à lua, envolta no Pano que protege, que acarinha, que marca...
Um beijo saudoso.
um texto que, por mts coisas, só podia ter sido escrito por uma alma lusa apaixonada! mto bonito! :)
Sempre tão belo o k escreves Martim, sempre tão enriquecedor!Prendo-me nas tuas palavras, na tua magia a cada vez que por aki passo!Continua a envolver-nos amigo....(Já pensaste em escrever um livro?)Um forte abraço.
estive aqui e quis deixar o meu ronron.
adoro gatos.
Foi bom rever-te!!
:)
gosto muito de guitarras e das tuas palavras tambem ,) *
Publicar um comentário
<< Home